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terça-feira, 17 de março de 2015

Estamos vivendo como as marcas?


Na semana passada, durante a aula de Pesquisa de Opinião na faculdade, o professor perguntou a turma quantos anos tem a Coca-Cola. Apesar de já ter redigido um post a respeito, o número me escapou da memória e nenhum dos alunos acertou a questão. A Coca-Cola tem 129 anos e permanece até hoje como uma marca jovem e ativa no mercado.

E isso não é mero acaso, se as pessoas continuam achando que tomar esse refrigerante é algo "cool", existe todo uma série de trabalhos e estudos feitos pela marca para que permaneça assim por mais de um século. E o mesmo tem acontecido com quase todos nós.

Quando entrei para o MBA em Marketing, um dos professores me disse algo sobre o qual penso todos os dias: "Achamos que receber o diploma de uma faculdade é o fim, mas é apenas o começo". 

Isso porque não basta ter o canudo em mãos se quisermos estar bem posicionados no mercado, também precisamos de pós-graudação, mestrado, cursos de extensão, cursos de especialização, doutorado, pesquisas, experiências laborais, experiências de gestão e afins para estarmos sempre em dia com as exigências da área que escolhemos e também para ganhar melhores salários e ter uma boa qualidade de vida.

Meu caso não é diferente. Após me formar em Comunicação Social - Jornalismo, minha rotina se tornou ainda mais corrida que na faculdade. Atualmente curso uma segunda graduação - desta vez Publicidade, para fechar o ciclo da Comunicação - e trabalho como Gerente de Vendas para uma Operadora de Turismo. Além disso, também continuo no MBA em Marketing, faço cursos de extensão, cursos de especialização, cursos livres e os estudos de língua japonesa, pois sua fluência é necessária para um projeto de pesquisa.

Essas atividades tomam aproximadamente vinte horas do meu dia, razão pela qual fiquei tanto tempo sem atualizar o blog, a fanpage e o twitter. Peço desculpas a todos que o acompanham o Vida de Marketing por esse grande hiato.

Acredito que o mesmo deva acontecer com muitas pessoas, ao menos boa parte de meus amigos estão sempre correndo de um lado para o outro para continuar bem posicionados no mercado. Mas, será que com esse ritmo de vida, viveremos tanto quanto a Coca-Cola ou terminaremos fatigados e esquecidos como o Guaraná Taí? Debatamos nos comentários.
   


Postado por: IVAN DE SOUZA
Jornalista, publicitário, marqueteiro e blogueiro nas horas vagas. Também gosta de desenhar e acredita viver uma real Vida de Marketing.
Para saber mais sobre mim, visite meu perfil ou me mande um e-mail.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como evangelizar um cliente em três passos.


Não costumo pegar trem aqui no Rio de Janeiro, mas quando o faço, encontro vendedores ambulantes como o gordão do trem e evangélicos que tratam de levar a palavra divina aos passageiros. Normalmente o fazem porque acreditam no quão bom Deus é para eles e que também poderá ser a outras pessoas, por isso sentem vontade de evangelizá-las. 

No Marketing o termo evangelizar vem sendo muito aplicado, mas nada tem a ver com religião, refere-se ao ato de fazer com que um cliente fiel a marca divulgue-a a maior quantidade possível de pessoas porque verdadeiramente gosta dela. A Apple é um exemplo, pois muitos de seus usuários são ferrenhos defensores da marca e tratam de convencer todos os que ainda não a usam do quão boa ela é.

Mas, como se pode evangelizar um cliente? Não existe uma fórmula padrão para tornar uma pessoa evangelista e isso é bom, do contrário os departamentos de marketing começariam uma guerra ao colocarem defensores de diferentes empresas um contra o outro. A evangelização simplesmente ocorre quando o cliente se encanta por uma marca ou produto e para chegar nesse estágio há três passos fundamentais:

1) Bom atendimento: desde o primeiro contato que a pessoa tem com a empresa o atendimento precisa ser excelente. O atendente de central telefônica, o vendedor do ponto de venda, seja quem for que atenda o cliente pela primeira vez, deve fazê-lo de forma prestativa para que ele fique com uma primeira boa impressão da empresa.

2) Fidelização: se o cliente ficar satisfeito com o atendimento, ele vai voltar e esse é o momento de fidelizá-lo. Promoções, descontos, brindes, entre outros agrados são maneiras de agradecê-lo pela preferência contínua e fidelizá-lo para que volte sempre. De tão contente ele vai falar bem da empresa a todas as pessoas que ele conhece.

3) Evangelização: uma vez que a pessoa começa a falar bem da empresa, não demora muito para que comece a promovê-la, sobretudo àqueles que estiverem procurando um produto ou serviço similar ao que ela tanto gosta e defende.

Para que os três pontos acima fiquem ainda mais claros, vou citar um exemplo que aconteceu comigo. De vez em quando vou a Buenos Aires a trabalho, embora também consiga uma folga para passear pela cidade. Na primeira vez que fui - que por sinal também foi a primeira vez em que conheci a capital portenha - fiquei num hostel cujo staff era simpático, mas pouco prestativo quanto a dar informações sobre a cidade e sobre o que fazer por lá.

Logo, na segunda vez optei por outro hostel onde, desta vez, todos me recepcionaram muito bem e não apenas me deram dicas sobre o que fazer, como também me levaram a um passeio de graça para conhecer os mais conhecidos pontos de Buenos Aires. O bom atendimento quando cheguei me conquistou, o passeio grátis e promoções que tive no estabelecimento (sobretudo no bar) me fidelizaram de modo que agora é o lugar que faço questão de indicar a quem também viaja para lá.

Portanto, dê atenção especial aos evangelistas que são os maiores defensores da sua marca, negócio e sucesso.


Postado por: IVAN DE SOUZA
Quem sou eu? Jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro nas horas vagas, gosto de desenhar e acredito viver uma real Vida de Marketing.
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