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sábado, 20 de dezembro de 2014

Por que os clientes mais exigentes são bons para nós?


Desde que entrei na faculdade de Comunicação, pus firme na minha cabeça a seguinte ideia: fazer bem os trabalhos acadêmicos, pois eles devem ser apresentados como se fossem mostrados a um cliente. E nós, profissionais de Marketing, sabemos que as apresentações feitas a um cliente devem ser bem construídas e concisas para serem aprovadas.

Pois bem, em dado semestre da faculdade, fiz duas matérias que exigiam a montagem de peças publicitárias. Numa delas tive de fazer o planejamento de um comercial de 30 segundos que incluía roteiro, storyboard e ordem de gravação das cenas. Como sempre gostei de desenhar, não tive dificuldade em fazer o storyboard que, mesmo sendo feito todo a lápis, recebeu uma boa avaliação.

Para a outra disciplina que exigia um trabalho mais caprichado por se tratar de uma campanha de produto, decidi por todo meu lado artístico em ação. Para começar, substituí o tradicional Photoshop pelos clássicos lápis de cor que, a meu ver, dão um acabamento mais bonito ao desenho.

Minha colega de classe que fez a disciplina comigo achou muito legal e alguns amigos também. Porém, a avaliação do professor não foi positiva. Ele explicou que para a composição de um storyboard o mais adequado é usar fotos e transformá-las em desenho através do Photoshop ao invés de fazer um desenho com traços infantis, pois podem não transparecer seriedade ao projeto.

Claro que fiquei um pouco ressentido, afinal havia feito o desenho de coração, mas levei em conta que o mesmo aconteceria se, ao invés do professor, estivesse diante de um cliente de verdade. No primeiro caso o "cliente" foi menos exigente, mas no segundo foi mais e com isso aprendi como montar um storyboard adequado para uma apresentação.

E com isso também aprendemos que os clientes mais exigentes são bons para nós. Embora suas críticas possam machucar nosso ego as vezes, eles estão fazendo o mesmo que um trabalho de consultoria ao apontar quais são nossos pontos fracos e até dando dicas de como otimizá-los. E o melhor ainda, de graça!

Portanto, sempre levemos em consideração os clientes mais exigentes, pois eles ajudam a nos tornarmos profissionais melhores. Sucesso!



Postado por: IVAN DE SOUZA
Quem sou eu? Jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro nas horas vagas, gosto de desenhar e acredito viver uma real Vida de Marketing.
Para saber mais sobre mim, visite meu perfil ou me mande um e-mail.
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domingo, 14 de dezembro de 2014

Você sabe qual é o seu valor?


Tenho um amigo que é formado em Comunicação e, a exemplo de algumas pessoas da área, decidiu abrir mão do mundo corporativo para entrar no explorável universo dos freelas. Alguns jobs até que lhe deram um bom dinheiro, mas noutros teve propostas medíocres como "faz a campanha do meu restaurante e lhe dou um almoço como pagamento".

Por outro lado há pouco tempo uma amiga pediu a uma gráfica que fizesse um cartão de Natal para dar aos funcionários da empresa onde ela trabalha e o responsável pela arte cobrou cem reais por um trabalho que (juro pelo que você quiser) parecia ter sido feito no Paint.

Ainda tenho uma outra amiga que trabalha como consultora de Marketing freelancer orientando empresas a quais passos devem tomar para sair da fase de maturidade ou mesmo de declínio e continuar em crescimento constante, ela cobra por esse planejamento um preço bem camarada (a nível de mercado). Enquanto isso, amigos meus pagam fortunas a empresas que unicamente lhes fazem uma Análise Swot.

Infelizmente esses são exemplos de uma realidade que muitos profissionais de Marketing e Comunicação vivem: não receber o devido valor.

"Ora, mas quanto pode valer uma arte no Photoshop ou uma pesquisa de internet que até mesmo meu sobrinho de 13 anos pode fazer?" - já escutei da boca de um. Confesso que na hora não soube o que dizer, mas agora, quase dez anos depois, sei a resposta certa: vale muito!

Tudo o que você não for capaz de fazer com excelência ou não tiver tempo para fazer com rapidez e qualidade deve ser passado a uma pessoa preparada, que passou 4 anos estudando numa instituição de ensino superior, além de se dedicar horas ao aprendizado e aperfeiçoamento daquilo...diferente do mencionado sobrinho de 13 anos. 

Por mais que um trabalho seja simples, deve ser valorizado por aquele que sabe fazê-lo bem. Por exemplo: outro dia a resistência do chuveiro de casa queimou. Passei horas tentando consertá-la porque sei que essa é uma tarefa simples, mas por não ter a menor ideia de como fazê-lo, acabei desistindo e chamando o porteiro que a trocou em dois minutos. Paguei trinta reais a ele pelo serviço.

"`Pow, você pagou trinta reais ao porteiro só para trocar uma resistência??" - me perguntou um amigo muito surpreso. Sim, paguei. Afinal, não tenho a técnica que ele tem seja porque estudou ou porque tem uma vasta experiência em troca de resistências. E isso tem o seu valor.

Portanto, se você também tiver um job e a pessoa que o pediu estiver disposta a lhe dar menos do que o esperado, fique a vontade para não aceitar. Como profissionais de Marketing nós também temos o nosso valor e preço por serviços prestados. E quem não estiver de acordo, que continue contratando designers que só usam Paint Brush e consultores que só usam Google.


Postado por: IVAN DE SOUZA
Quem sou eu? Jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro nas horas vagas, gosto de desenhar e acredito viver uma real Vida de Marketing.
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