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terça-feira, 20 de outubro de 2015

O que o Zorro e o Marketing têm em comum?


"Desta vez esse blogueiro ficou maluco!" - você deve estar pensando. "Afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra?" - você também deve estar pensando. Para melhor explicar a semelhança, vou contar um pouquinho de cada um.

Imagino que quase todos que estejam lendo este texto conheçam o Zorro. Este é um personagem fictício criado em 1919 pelo escritor norte-americano Johnston McCulley. Sua identidade secreta era Don Diego De La Vega, um jovem membro da aristocracia californiana, região que, em meados do século XIX, era colônia da Espanha. Porém, ao vestir a máscara e a a capa negra, adota o nome do herói Zorro.

Seu traço mais característico era a letra Z que marcava nas paredes e nas roupas de seus inimigos com a espada. A partir deste ponto, o assunto do post passa para o Marketing. Você consegue enxergar a marca do Zorro nesta peça?



Em Direção de Arte há um termo chamado leitura em Z que está voltado ao nosso comportamento de leitura. Afinal, quando olhamos para uma tela, nossos olhos costumam vê-la a partir do topo superior esquerdo até o inferior direito passando pelo centro. No exemplo acima, olhamos primeiro a frase, depois o menino e por último o logo, o que produz um contorno similar a assinatura do Zorro.

E isso ocorre também em outros pontos do Marketing como o E-commerce, por exemplo. Afinal, o mesmo fenômeno acontece quando vemos um site, razão pela qual a maioria dos menus fica localizada no lado superior esquerdo, pois é a primeira parte da página que costumamos ver.

E assim fica clara a semelhança, espero que a levem em conta a partir de agora toda vez que virem uma peça publicitária, um site ou o Zorro deixando sua assinatura na barriga do Sargento Garcia. 


Postado por: IVAN DE SOUZA
Jornalista, publicitário, marqueteiro e blogueiro nas horas vagas. Também gosta de desenhar e acredita viver uma real Vida de Marketing.
Para saber mais sobre mim, visite meu perfil ou me mande um e-mail.

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Veja como a sua infância teria sido sem publicidade infantil.


Um dos assuntos debatido volta e meia nas redes sociais é a proibição da publicidade infantil a partir da resolução 163 publicada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O que mais gerou revolta em muita gente (inclusive eu) é que ela proíbe a exibição de desenhos animados por ser considerado um meio de comunicação com apelo publicitário as crianças. Porém, o mal é muito maior do que isso, pois também passa a ser proibido qualquer vinculação mercadológica feita com os personagens dos mesmos, tais como anúncios impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e páginas na internet, embalagens, promoções, merchandising, ações por meio de shows e apresentações e disposição de produtos em pontos de venda

A maçã da Mônica tem sido o exemplo mais citado por levar a imagem da mesma na embalagem. Portanto, isso também se aplicaria a uma série de outros produtos como: cadernos, mochilas, brinquedos, etc.



Vamos ver um outro exemplo? Todo mundo (menos eu) já deve ter assistido Frozen, o grande sucesso de animação. Muitos de meus amigos foram assistir o filme no cinema com os filhos. Mas, enquanto os adultos se contentam com o filme, a criança logicamente vai querer tudo que leve a imagem do Frozen: bonecos, cadernos, mochilas, lancheiras, lápis, borracha, copo, chaveiro, adesivo, jogos e por aí vai. 

Porém, de acordo com a resolução, todos esses artigos passam a ser proibidos. Aliás, até mesmo a exibição do filme passa a ser proibida. Mesmo porque a distribuidora da animação não vive de bilheteria. Aliás, nenhuma empresa de entretenimento vive do faturamento da produção em si e sim da publicidade vinculada a ela por meio do uso de imagem dos personagens.

Sem desenhos, sem brinquedos, sem músicas, sem jogos, sem nada. Já pensou o quão ruim isso seria (ou será) para as crianças? Aliás, já imaginou o quão ruim teria sido quando NÓS éramos crianças?

Para que tenhamos uma ideia, abaixo seguem exemplos de muitas coisas que tivemos em nossa infância e que jamais teriam existido se os nove pontos da resolução 163 fossem aplicados:

I - linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores: não teríamos assistido Jaspion, Changeman, Jiraiya, entre outros heróis japoneses.

II - trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança: não teríamos cantado junto com Balão Mágico e o Trem da Alegria.

III - representação de criança: não teríamos assistido Chaves, entre outros programas infantis.

IV - pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil: não teríamos conhecido apresentadoras como Xuxa, Angélica, Mara Maravilha.

V - personagens ou apresentadores infantis: tão pouco teríamos visto TV Colosso, Disney Club e afins.

VI - desenho animado ou de animação: Thundercats, He-Man, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e outros desenhos nunca teriam passado na TV.

VII - bonecos ou similares: meninos não teriam brincado de Comandos em Ação e meninas não teriam brincado de Barbie.

VIII - promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil: os brindes da Coca-Cola que pegávamos nos postos de troca, tais como os io-ios que deixavam as canelas roxas, nunca teriam visto a luz do dia.

IX - promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil: nunca teríamos vibrado com a competição de cavalinhos do Bozo, nos desesperado com a Porta dos Desesperados do Sérgio Malandro ou subido a montanha sem fazer manha com o Hugo Fone.

Terrível, não? Muito embora a resolução tenha sido publicada em abril deste ano, somente agora tem ganhado força por conta do artigo de Guy Franco no Yahoo Notícias. Porém, se a mesma já está em vigor, por que ainda há desenhos animados sendo exibidos em algumas emissoras e por que ainda podemos encontrar produtos que levam a imagem de personagens infantis no mercado?

A publicação da lei não é uma fórmula mágica que da noite para o dia tira de circulação toda forma de publicidade infantil. A mudança ocorre aos poucos e já podemos ver sinais disso. Por exemplo: quando criança assistia desenhos na TV Globo durante a manhã e agora a mesma passa Ana Maria Braga e programas de receitas. E, acreditem, apesar de muitos possuirmos TV a cabo e internet para ver nossas séries favoritas, muitas crianças cujas famílias têm menor poder aquisitivo ainda assistem programas pela TV aberta. E agora, o que será delas?

Portanto, tudo indica que as próximas vítimas poderão ser: fabricantes de brinquedos, agências de publicidade voltada ao publico infantil, lojas de brinquedos, estúdios de dublagem, produtoras de cinema nacionais, estúdios de histórias em quadrinhos e por aí vai.

Proibir a publicidade infantil não apenas poderá tirar o trabalho de muita gente como também e principalmente arrancará um pedaço da infância de muitas crianças. Como adulto vindo de uma geração que cresceu assistindo desenhos animados, brincando com bonecos e como profissional de comunicação, desejo de verdade que o mercado resista e essa lei não consiga ser aplicada. 

Para finalizar o post, segue o documentário "Criança, a alma do negócio" indicado pelo amigo e publicitário Bruno Seidel.




Postado por: IVAN DE SOUZA
Jornalista, publicitário, marqueteiro e blogueiro nas horas vagas. Também gosta de desenhar e acredita viver uma real Vida de Marketing.
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domingo, 14 de dezembro de 2014

Publicidade e Marketing é a mesma coisa?


Sou estudante de Publicidade e trabalho na área de Marketing, essa informação confunde a cabeça de várias pessoas diversas vezes que ora trocam as bolas (estudante de Marketing que trabalha com Publicidade) ora fazem aquela pergunta que muita gente da área de Comunicação já deve ter ouvido ao menos uma vez: "Mas, Marketing e Publicidade não é a mesma coisa?"

Não, definitivamente não é a mesma coisa, muito embora sejam áreas afins. Tanto é que muitas instituições consideram o Marketing como parte da escola de Comunicação Social que engloba outros cursos como Publicidade, Jornalismo e Relações Públicas. Porém, há outras que o consideram como um curso pertencente a Administração.

E o que faz um profissional de Marketing? Suas principais funções são: analisar tendências de mercado, conhecer as características e necessidades do consumidor e desenvolver estratégias que possam melhorar o consumo do produto e o posicionamento da marca.

Já o publicitário é aquele que produz peças publicitárias baseadas nessas estratégias de modo que possam cativar o público e convencê-los das qualidades e necessidades de um produto ou uma ideia. 

Para ficar mais claro, vamos a um exemplo: uma empresa fabricante de sucos quer aumentar as vendas de uma de suas linhas de produto e, para isso, conta com a ajuda de seu gerente de marketing. Este realiza pesquisas de mercado e com o público para traçar melhor o seu perfil. O resultado mostra que grande parte deles são jovens entre 20 e 30 anos que preferem beber o suco quando vão a praia e que nos momentos de descanso gostam de viajar. Logo, o gerente de marketing tem uma ideia para alavancar as vendas: lançar uma promoção em que quem compre o suco concorra a uma viagem com um acompanhante a Fernando de Noronha, lugar conhecido por suas belas praias.

Ok, agora é preciso por a criatividade em ação para fazer as peças da campanha que encantem o público e convença-os a comprar a bebida e participar da promoção. Nesse momento entra em cena a agência de publicidade que atua em cima do briefing composto a partir dos dados passados pelo gerente de marketing da empresa de sucos. A agência reúne profissionais de diversos setores para trabalharem com esse intuito: atendimento, mídia, criação, planejamento, administração, entre outros.

Uma vez que a campanha é aprovada pelo cliente, ela é produzida e vinculada a fim de que a empresa aumente as vendas de seu produto e a agência de publicidade também ganhe com esse lançamento.

Assim concluímos que Marketing e Publicidade não são a mesma coisa, mas um está ligado ao outro. Algumas pessoas até dizem que a Publicidade é filha do Marketing visto que sua ação não pode existir sem que antes o Marketing lhe diga onde e como atuar.

Quanto aqueles que estão em dúvida sobre qual curso escolher, basta descobrir qual é o seu viés mais forte. Se for a criatividade, poderá ser um bom publicitário, mas se for planejamento, deverá ser um bom marqueteiro. O site Guia do Estudante publicou um teste para saber qual é a carreira mais adequada para você: Marketing ou Publicidade.

Seja qual for a sua escolha, que tenha muito sucesso!


Postado por: IVAN DE SOUZA
Quem sou eu? Jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro nas horas vagas, gosto de desenhar e acredito viver uma real Vida de Marketing.
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