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sábado, 2 de maio de 2015

Por que a junção de todas as cores é o branco e não o preto?


Desde criança gosto de desenhar (bom, este blog já deixa isso bem evidente) e tinha vários estojos de lápis de cor, giz de cera, canetas, tintas e pincéis. Na época, minha mãe disse algo até então inédito: o branco é a mistura de todas as cores. Ao ouvir isso, tratei logo de pegar todos os meus hidrocores e usá-los para pintar um círculo que desenhei numa folha de papel branca que, no entanto, ficou preto. Ora, se o branco é a junção de todas as cores, por que o círculo ficou preto?

Antes de explicar, faço uma ressalva de que todo profissional de marketing deve ter conhecimentos de produção gráfica, desde papéis, tintas, máquinas de impressão ate tudo mais que essa indústria possa fornecer.

Embora o profissional de marketing não precise ser especialista em desenvolver produtos gráficos, ele deve ser expert em criá-los para saber como será o resultado final das peças de uma campanha.

O estudo das cores é justamente um dos principais conceitos dessa área, as mesmas podem ser classificadas como RGB ou CMYK. 


RGB é a abreviatura do sistema de cores aditivas formado por Vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue). O propósito principal do sistema RGB é a reprodução de cores em dispositivos eletrônicos como monitores de TV e computador, "datashows", scanners e câmeras digitais, assim como na fotografia tradicional. 

Por outro lado, o CMYK é a abreviatura do sistema de cores subtrativas formado por Ciano (Cyan), Magenta (Magenta), Amarelo (Yellow) e Preto (Black - Key). O CMYK funciona devido à absorção de luz, pelo fato de que as cores que são vistas vêm da parte da luz que não é absorvida. Este sistema é empregado por imprensas, impressoras e fotocopiadoras para reproduzir a maioria das cores do espectro visível, e é conhecido como quadricromia. 

Um exemplo de aplicabilidade do RGB é nos refletores de teatro uma vez que a junção das três cores aditivas - vermelho, verde e azul - formam a luz branca. Já uma aplicação do CMYK pode ser observada em qualquer impressora comum visto que seus cartuchos coloridos vêm com as cores ciano, magenta e amarelo que juntas formam o preto. Porém, existe a necessidade do cartucho de tinta preta também ser usado porque a cor formada pelo ciano, magenta e amarelo é um preto amarronzado...o mesmo tom que tinha o círculo que pintei com as canetinhas quando criança.

E isso explica porque meu experimento não deu certo, pois o branco é a junção de todas as cores aditivas enquanto o preto é a junção de todas as cores subtrativas. Talvez devesse ter usado lanternas com papel celofane vermelho, verde e azul ao invés de hidrocores. 



Postado por: IVAN DE SOUZA
Jornalista, publicitário, marqueteiro e blogueiro nas horas vagas. Também gosta de desenhar e acredita viver uma real Vida de Marketing.
Para saber mais sobre mim, visite meu perfil ou me mande um e-mail.

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Qual foi a estratégia de Marketing que originou o sushi?


O sushi tem se tornando cada vez mais popular no Brasil. Praticamente todo ano vejo, pelo menos, duas ou três lojas especializadas abrirem aqui na cidade. Esse fenômeno não era comum até uns dez, quinze anos atrás.

Naquela época era comum a maioria das pessoas não gostar de sushi por causa da ideia estranha de comer peixe crú. Contudo, aos poucos os brasileiros foram perdendo esse pré-conceito e adaptando o seu paladar, sobretudo ao perceberem o quão saborosos eram os rolinhos, especialmente por causa do fermento e do tempero que dão a ele um sabor delicioso. Porém, o que nem todo mundo sabe ainda é que esse sushi do qual tanto gostamos surgiu na terra do sol nascente por meio de uma estratégia de Marketing.


Os japoneses já tinham o costume de manter o peixe dentro do arroz para melhor conservá-lo desde o Período Muromachi (1336-1573), mas foi durante o Período Edo (1603-1868) que as pessoas passaram a comer o peixe crú e fresco, recém pescado, junto ao arroz temperado. Devido a seu minucioso preparo, o sushi era uma refeição consumida apenas em restaurantes e cara.

Foi nesse momento que um sushiman chamado Hanaya Yohei teve a grande ideia de transformar o sushi numa comida barata e que pudesse ser consumida em qualquer lugar. Para isso, ele tratou de conservar o pescado, sobretudo atum, dentro do molho de soja ou vinagre e servi-lo com arroz de modo que as pessoas pudessem comê-lo em bancas armadas na rua ou teatros. 

Assim, por ter trabalhado bem os 4Ps do Marketing através de um bom produto, bom preço, boa praça e boa promoção desde seu primeiro quisque em Tóquio, Yohei criou o primeiro fast-food nipônico e o tipo de sushi do qual muita gente tanto gosta.

E um número cada vez maior de brasileiros tem se tornando especialistas em sushi, sashimi, entre outros. E se você também quiser aprender, recomendo um curso muito bom sobre Culinária Japonesa da Cresça Brasil Editora.

Por ser totalmente online, você pode estudar a qualquer hora e em qualquer lugar, além de contar com suporte, biblioteca virtual, dicas do autor e certificado de conclusão. O curso ensina desde a história da culinária oriental até a composição de pratos frios e quentes. Para adquiri-lo, basta clicar aqui ou na imagem abaixo.




Postado por: IVAN DE SOUZA
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Propaganda enganosa e propaganda abusiva são a mesma coisa?


Certa vez fui ao mercado com uma amiga, ela ao ver um produto, disse: "esse anúncio é enganoso e muito abusivo!" e me perguntei se ela achava que propaganda enganosa e abusiva eram a mesma coisa...pois, na verdade, não são. Vou continuar contando essa história para que entendamos melhor a diferença. 

Ao passar pela parte de massas, peguei um macarrão instantâneo da Dona Benta sabor carne e outro da Nissin que trazia os personagens da Turma da Mônica na embalagem e lembrei de um caso que aconteceu com cada uma dessas duas marcas, um considerado enganoso e o outro abusivo.

Dona Benta recebeu a acusação de ilustrar suas embalagens contendo não apenas o macarrão instantâneo, mas também condimentos como pedaços de carne e verduras. Já a Nissin criticaram o fato de seu produto trazer personagens infantis, o que poderia induzir as crianças, hipervulneráveis e ainda em desenvolvimento de posição crítica, ao consumo.


Entre esses dois casos, qual é propaganda enganosa e qual é propaganda abusiva? 

Propaganda enganosa é toda mensagem publicitária mentirosa cujo produto anunciado não oferece as qualidades mencionadas. Já propaganda abusiva é aquela que explora o medo e a superstição, contraria a lei, incita a violência, que se aproveita da falta de discernimento, desrespeita valores ambientais e induza o consumidor a se comportar de modo que prejudique sua saúde ou segurança.

Portanto, o caso da Dona Benta é de propaganda enganosa e da Nissin de propaganda abusiva. Quis explicar essa diferença a minha amiga, mas tinha fome e tratei de comer o macarrão primeiro. E você? Conhece outros casos? Então, cite-os nos comentários e vamos discutir o tema.


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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Veja como a sua infância teria sido sem publicidade infantil.


Um dos assuntos debatido volta e meia nas redes sociais é a proibição da publicidade infantil a partir da resolução 163 publicada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O que mais gerou revolta em muita gente (inclusive eu) é que ela proíbe a exibição de desenhos animados por ser considerado um meio de comunicação com apelo publicitário as crianças. Porém, o mal é muito maior do que isso, pois também passa a ser proibido qualquer vinculação mercadológica feita com os personagens dos mesmos, tais como anúncios impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e páginas na internet, embalagens, promoções, merchandising, ações por meio de shows e apresentações e disposição de produtos em pontos de venda

A maçã da Mônica tem sido o exemplo mais citado por levar a imagem da mesma na embalagem. Portanto, isso também se aplicaria a uma série de outros produtos como: cadernos, mochilas, brinquedos, etc.



Vamos ver um outro exemplo? Todo mundo (menos eu) já deve ter assistido Frozen, o grande sucesso de animação. Muitos de meus amigos foram assistir o filme no cinema com os filhos. Mas, enquanto os adultos se contentam com o filme, a criança logicamente vai querer tudo que leve a imagem do Frozen: bonecos, cadernos, mochilas, lancheiras, lápis, borracha, copo, chaveiro, adesivo, jogos e por aí vai. 

Porém, de acordo com a resolução, todos esses artigos passam a ser proibidos. Aliás, até mesmo a exibição do filme passa a ser proibida. Mesmo porque a distribuidora da animação não vive de bilheteria. Aliás, nenhuma empresa de entretenimento vive do faturamento da produção em si e sim da publicidade vinculada a ela por meio do uso de imagem dos personagens.

Sem desenhos, sem brinquedos, sem músicas, sem jogos, sem nada. Já pensou o quão ruim isso seria (ou será) para as crianças? Aliás, já imaginou o quão ruim teria sido quando NÓS éramos crianças?

Para que tenhamos uma ideia, abaixo seguem exemplos de muitas coisas que tivemos em nossa infância e que jamais teriam existido se os nove pontos da resolução 163 fossem aplicados:

I - linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores: não teríamos assistido Jaspion, Changeman, Jiraiya, entre outros heróis japoneses.

II - trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança: não teríamos cantado junto com Balão Mágico e o Trem da Alegria.

III - representação de criança: não teríamos assistido Chaves, entre outros programas infantis.

IV - pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil: não teríamos conhecido apresentadoras como Xuxa, Angélica, Mara Maravilha.

V - personagens ou apresentadores infantis: tão pouco teríamos visto TV Colosso, Disney Club e afins.

VI - desenho animado ou de animação: Thundercats, He-Man, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e outros desenhos nunca teriam passado na TV.

VII - bonecos ou similares: meninos não teriam brincado de Comandos em Ação e meninas não teriam brincado de Barbie.

VIII - promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil: os brindes da Coca-Cola que pegávamos nos postos de troca, tais como os io-ios que deixavam as canelas roxas, nunca teriam visto a luz do dia.

IX - promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil: nunca teríamos vibrado com a competição de cavalinhos do Bozo, nos desesperado com a Porta dos Desesperados do Sérgio Malandro ou subido a montanha sem fazer manha com o Hugo Fone.

Terrível, não? Muito embora a resolução tenha sido publicada em abril deste ano, somente agora tem ganhado força por conta do artigo de Guy Franco no Yahoo Notícias. Porém, se a mesma já está em vigor, por que ainda há desenhos animados sendo exibidos em algumas emissoras e por que ainda podemos encontrar produtos que levam a imagem de personagens infantis no mercado?

A publicação da lei não é uma fórmula mágica que da noite para o dia tira de circulação toda forma de publicidade infantil. A mudança ocorre aos poucos e já podemos ver sinais disso. Por exemplo: quando criança assistia desenhos na TV Globo durante a manhã e agora a mesma passa Ana Maria Braga e programas de receitas. E, acreditem, apesar de muitos possuirmos TV a cabo e internet para ver nossas séries favoritas, muitas crianças cujas famílias têm menor poder aquisitivo ainda assistem programas pela TV aberta. E agora, o que será delas?

Portanto, tudo indica que as próximas vítimas poderão ser: fabricantes de brinquedos, agências de publicidade voltada ao publico infantil, lojas de brinquedos, estúdios de dublagem, produtoras de cinema nacionais, estúdios de histórias em quadrinhos e por aí vai.

Proibir a publicidade infantil não apenas poderá tirar o trabalho de muita gente como também e principalmente arrancará um pedaço da infância de muitas crianças. Como adulto vindo de uma geração que cresceu assistindo desenhos animados, brincando com bonecos e como profissional de comunicação, desejo de verdade que o mercado resista e essa lei não consiga ser aplicada. 

Para finalizar o post, segue o documentário "Criança, a alma do negócio" indicado pelo amigo e publicitário Bruno Seidel.




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quarta-feira, 25 de março de 2015

Ressuscitados no Vida de Marketing!


E se as 108 bilhões de pessoas que já morreram voltassem a vida nos dias atuais e se encontrassem nas mais variadas situações do cotidiano? Foi baseado nessa ideia que o publicitário Bruno Seidel criou a série de tirinhas chamada Ressuscitados.

Tanto no blog quanto na fanpage a diversão é garantida por grandes nomes como Jesus Cristo, Albert Einstein, Isaac Newton, Leonardo Da Vinci, Adolf Hitler, entre outros. E aos que quiserem conferir muitas outras histórias, basta comparecer ao lançamento do livro dos Ressuscitados!


O evento será realizado no dia 2 de abril as 18h00 no Mosaico Cafe & Arte em Santa Cruz do Sul - RS, que tem um ambiente super legal e um cardápio de dar água na boca. Se você mora na região ou estiver de passagem por lá, aproveite essa chance e garanta já o seu livro! Eu já estou com o meu em mãos.

A tirinha de hoje foi feita por mim e por Bruno Seidel em homenagem a esse lançamento. Será que um dia Vida de Marketing também virará livro? Só o tempo dirá.



Postado por: IVAN DE SOUZA
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